Sua cidadania é celestial

Eu sou Cristã e nao posso ser outra coisa_
Víbia Perpétua (182-203)

No início do século 3º, o imperador romano Sétimo Severo proibiu a conversão ao cristianismo e deu início a uma grande perseguição aos cristãos.

Cinco deles foram presos em Cartago, no norte da África, dentre eles; uma mãe de 22 anos chamada Víbia Perpétua, os escravos Felicidade e Revocato e os jovens Saturnino e Secúndulo.

Perpétua era a líder do grupo. Membro de uma família nobre e íntima do Espírito Santo, encorajava continuamente seus irmãos, com seus sonhos e visões. Ao ser presa, a jovem foi afastada de seu bebê recém-nascido.

Por isso, ficou muito feliz ao receber o direito de amamentá-lo na prisão.

As visitas de seu pai a entristeciam, pois ele lhe rogava que tivesse compaixão de sua família e renegasse a fé. Firme e destemida, Perpétua não cedeu, sempre afirmando: “Eu sou cristã e não posso ser outra coisa”.

No dia de seu martírio, os mártires deixavam que a alegria brilhasse em seus olhos e resplandecesse em seus rostos no caminho para o anfiteatro em que seriam mortos. Perpétua seguia por último. A tranquilidade de alma transparecia em seu semblante e no modo de andar. O mais impressionante é que ela caminhava cantando.

Quando todos chegaram em frente ao juiz, disseram-lhe que ele os julgava neste mundo, mas, na eternidade, seria julgado por Deus. O povo presente, irritado com o atrevimento dessas palavras, pediu que fossem açoitados. Aquele grupo, porém, demonstrou publicamente a alegria de ser açoitado do mesmo modo que Cristo.

Após receber as chibatadas, o grupo foi atirado aos animais selvagens. Porém, eles pouco mal lhe fizeram. Era costume da época que os condenados que houvessem sido apenas feridos pelas feras fossem levados ao meio da praça, a fim de ser degolados.

Por isso, eles se levantaram, se abraçaram e selaram com ósculo santo da paz o seu martírio. Arrastaram-se até onde o povo pedia e, ali, morreram sem esboçar qualquer reação.


Quando Perpétua deu-se conta de que seu carrasco era pouco hábil e estava com as mãos trêmulas, viu-se obrigada a levar a espada à própria garganta, indicando a ele o lugar onde deveria ser cortada — e assim foi feito.


Mulher! A nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

Filipenses 3.20


Ponha-se no lugar de Perpétua. Se, hoje, em meio a uma perseguição feroz, você fosse obrigada a escolher entre a fé em nosso Senhor e Salvador e a sua vida, o que escolheria?


Ser cristã é o que define a identidade da discípula de Cristo. Antes de ser branca, negra, brasileira, japonesa, americana, médica, doméstica, faxineira ou qualquer outra coisa, ela é filha de Deus — é uma cristã.


Tenha esta realidade sempre presente em sua vida: você é cristã, cidadã dos céus, poema de Deus e amada por Cristo. Portanto, muito mais do que filha, mãe, esposa e tantos outros papéis que ocupa na terra, você é filha do Rei dos reis.


Sinta muita gratidão a Deus por sua cidadania celestial e, como Perpétua, enfrente qualquer perseguição, discriminação ou crítica sem abatimento e com muita coragem.

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